quinta-feira, 14 de julho de 2011

Governo do Maranhão abandonou mesmo o trecho sul da rodovia MA-006

Com onze anos de uso, a finíssima camada de massa asfáltica
está se desmanchando, formando verdadeiras crateras
O retrato do desleixo para com os 230 quilômetros que compreendem o último trecho da rodovia MA-006 (Balsas/Tasso Fragoso/Alto Parnaíba) está visível na buraqueira, na falta de roço da vegetação, no acostamento quase inexistente e na precária sinalização vertical.

Em termos de trafegabilidade, essa importante estrada se encontra relegada a um completo estado de abandono. E olha que por ali é transportada anualmente cerca de 1 milhão de toneladas de grãos, produção oriunda dos municípios de Alto Parnaíba (MA), Tasso Fragoso (MA), Santa Filomena (PI), Baixa Grande do Ribeiro (PI) e Ribeiro Gonçalves (PI).

MA-006: Buraqueira, falta de roço nas margens, acostamento
quase inexistente e precariedade na sinalização vertical
Além da imensa e talvez desnecessária quantidade de curvas, falta sinalização e acostamento. As placas indicativas são obsoletas e se encontram enferrujadas e cobertas pela vegetação, não oferecendo a devida orientação e informação aos usuários da rodovia, cuja conservação é atribuição do governo maranhense, mas que chegou a essa situação lastimável.

O matagal tomou conta das margens da perigosa estrada que liga Balsas a Alto Parnaíba, mostrando a total ausência de manutenção, conforme nosso registro fotográfico. A maioria das placas fica escondida no meio do mato. Em alguns casos, a vegetação invadiu até mesmo o acostamento da via, aumentando consideravelmente o risco de acidentes.

O mato tomou conta das margens da MA-006 (Balsas/Alto Parnaíba),
com maioria das placas escondidas por entre a vegetação
E o que é pior; construído há 11 anos, durante o primeiro Governo Roseana Sarney, o asfalto denuncia o final de sua vida útil, pois está se deteriorando e formando verdadeiras crateras, tornando perigosa a mobilidade sobre rodas, principalmente para os condutores mais desatentos e/ou que não conhecem as condições em que se encontra a rodovia.

Diante a inércia dos últimos governos, tá na hora (aliás, já passou da hora) das Promotorias de Justiça de Alto Parnaíba e de Tasso Fragoso recomendarem ao Secretário de Infraestrutura do Estado do Maranhão, José Max Pereira Barros, que adote, imediatamente, medidas eficazes de manutenção e recuperação da sinalização e da pista de rolamento.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Jovens da Paróquia de Santa Filomena recebem o "Sacramento da Crisma"

Jovens recebem o Sacramento da Crisma, em missa presidida
por Dom Ramón López, bispo de Bom Jesus do Gurguéia (PI)

Em cerimônia realizada na noite de ontem, terça-feira (12), na Igreja Matriz de Santa Filomena (PI), 88 jovens da comunidade receberam o sacramento da Crisma. A Missa foi presidida por Dom Ramón López Carrozas (Bispo Diocesano de Bom Jesus do Gurguéia) e co-celebrada pelo Padre José Manoel Águila Martins.

O Sacramento da Crisma é o resultado de uma opção consciente do jovem cristão, uma confirmação daquilo que ele recebeu no batismo. Pelo batismo ele foi introduzido na comunidade cristã, enquanto que pelo Sacramento da Confirmação ele pessoalmente realiza esse ingresso, levando em conta que o mesmo é o Sacramento dos que já chegaram a uma certa maturidade na fé.

Durante um ano os 88 jovens se prepararam para a celebração
com as catequistas Inácia Luíza Nogueira e Mária Brito Nogueira
Em sua homilia Dom Ramón destacou que o sacramento do crisma não é apenas confirmação do batismo, mas sim a continuidade daquilo que já recebemos no batismo. Em síntese, disse ainda que no batismo já recebemos a graça de Deus e que pelo sacramento do Crisma cada um é selado com os dons do Espírito Santo, para ser corajosamente testemunha de Jesus Cristo ressuscitado.

Durante um ano esses jovens se planejaram na catequese para receberem o Sacramento da Crisma, numa celebração muito bem preparada, sob a orientação do pároco José Manoel e coordenação do bispo Dom Ramón, que com suas palavras de Pastor, exortou a todos os crismandos a demonstrarem - a partir do comprometimento - os dons que cada um recebeu.

A celebração foi, sem nenhuma dúvida, um momento de graça na vida dos crismandos e familiares que demonstraram o carinho para com eles através da participação numerosa na Igreja de Santa Filomena, que recebeu cerca de trezentas pessoas, incluindo crismando, pais, padrinhos e convidados.

Presidida por dom Ramón e có-celebrada pelo pároco José Manoel,
a cerimônia alegrou a crismandos, pais e padrinhos/madrinhas
Cabe aqui um registro e o reconhecimento especial às catequistas Inácia Luíza Nogueira e Márcia Brito Nogueira, que se empenharam para prepararem bem os jovens para um momento especial também na vida da Igreja Católica em Santa Filomena, no sudoeste do Piauí, uma das cidades mais distantes da capital estadual.

Peçamos ao Espírito Santo que ilumine a existência de todos os crismandos, a fim de que se comprometam verdadeiramente com a Igreja. E aos nossos catequistas, rogamos para que continuem colaborando com o crescimento espiritual e social na vida de cada catequisando.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Besouro "brocador" está causando a mortandade de coqueiros e outras palmeiras

Aos poucos, os "pés de coco" estão desaparecendo dos quintais
Existe um besouro chamado Broca do Olho do Coqueiro, Broca do Coqueiro ou Bicudo que está atacando os “pés de coco” nos municípios de Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA). Essas coleobrocas são insetos generalistas, podendo atacar inúmeras plantas hospedeiras, sobretudo aquelas pertencentes às famílias Arecáceas (palmeiras como: coqueiro, dendezeiro, açaizeiro, buritizeiros e outros). 

A coleobroca Rhynchophorus palmarum L. constitui uma das principais pragas da cultura do coqueiro Cocos nucifera L. na região Neotropical, onde suas larvas se alimentam dos tecidos internos da coroa das plantas, provocando a morte pelas lesões produzidas. Além de causar danos diretos, o besouro é vetor do nematóide Bursaphelenchus cocophilus(Cobb), agente causal do “anel-vermelho”, que também ocasiona a morte das plantas (Sánchez & Cerda 1993).

Com a praga, tá difícil manter um coqueiro vivo no quintal de casa
Como o Rhynchophorus palmarum L. adquire interna e externamente ao seu corpo, durante a alimentação em plantas infectadas pelo nematóide Bursaphelenchus cocophilus (Cobb) e o transposta para plantas sadias. O nome popular, anel vermelho, decorre de um círculo de coloração avermelhada com 2 a 4 cm de largura que se forma entre 3 e 5 cm da periferia do tronco da planta doente. Esse anel é observado na parte mais alta ou mais baixa do caule, conforme o local do início da infecção.

Essa doença é detectada por sintomas externos, como o amarelamento das folhas basais (da base do coqueiro). O primeiro sintoma que se observa é a ausência de flores e, consequentemente, dos frutos. Em seguida as folhas secam e por fim a copa cai, a partir do palmito, quando um tufo central de folhas verdes seca e se quebra. Num corte transversal na base do caule, pode ser observada a presença de um anel vermelho.

Na captura do Besouro se usa feromônio e/ou iscas vegetais
Quando começa pelas raízes, a doença se desenvolve de baixo para cima. No entanto, quando a causa é a transmissão do nematóide de uma planta a outra sadia pela coleobroca Rhynchophorus palmarum, o anel vermelho é observado nas partes mais altas, sempre em plantas adultas, com o caule ou tronco (estipe) já formado.

Nas plantas afetadas, os sintomas do anel vermelho variam conforme as condições ambientais, idade e variedade. De início, eles costumam se manifestar na ponta das folhas que vão adquirindo a coloração amarelo-ouro, ficando necrosadas até se quebrarem no ponto de ligação com o estipe. Na fase mais aguda da sua incidência, toda a copa adquire uma coloração amarelo-ouro, as folhas centrais se quebram e a planta seca e morre.  

Em buritis Mauritia flexuosa L. são raros os relatos. No entanto, é necessário que sejam feitos novos levantamentos bibliográficos para verificar tal fenômeno. Como temos poucos produtores de palmeira e, na maioria cultivam palmeiras de maior importância econômica como coqueiro e palmeiras ornamentais, as outras palmeiras recebem uma menor atenção e por isso temos um menor conhecimento sobre tais culturas. 

Adiel: "Todo estudo no meio científico é muito importante"
Segundo Adiel Sousa Silva, estudante de agronomia na Universidade Federal Rural de Pernambuco, as coleobrocas são relatadas em babaçu (Attalea speciosa), pupunha (Bactris gasipaes), Coqueiro (Cocos nucifera), Carnaúba (Copemicia prunifera), Dendezeiro (Elaesis guianensis), Palmiteiro (Euterpe edulis), açaizeiro (Euterpe oleracea) e ornamentais.  

Logo, todo e qualquer estudo ou informações que venham a ser divulgadas no meio científico é de grande importância para o conhecimento do potenciais desses insetos em causar perdas e também de sobreviver em diferentes plantas, o que dificulta seu controle.

E para comprovar o ataque das coleobrocas nos buritizeiros o ideal é acomodar armadilhas de monitoramento especificas para a Rhynchophorus palmarum, que também são utilizadas na cultura do coco e dendê.